Estudo analisa como reduzir resistência às iniciativas de diversidade nas empresas

Nos últimos anos, o debate sobre Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) no ambiente corporativo ganhou destaque. Organizações ao redor do mundo investiram bilhões de dólares em programas para promover um ambiente de maior diversidade nas empresas. No entanto, os resultados não têm sido como esperados, com um número crescente de casos de discriminação relatados. Muitos se perguntam por que as iniciativas de DEI ainda falham.

Pensando nisso, a pesquisadora da FGV EAESP Joana Story publicou na revista Organizational Dynamics com os pesquisadores Tatiana Iwai e Gustavo Tavares um artigo que explora as razões dessas falhas, incluindo a resistência à programas de DEI. Assim, o artigo propõe o conceito de Capital Psicológico (PsyCap) como um fator crucial para o sucesso das iniciativas de diversidade.

O artigo fez uma breve análise da literatura sobre gestão de mudanças, DEI e Capital Psicológico. Os pesquisadores exploraram a conexão entre a resistência à mudança organizacional e os componentes do PsyCap. Além disso, os autores avaliaram como os fatores esperança, auto-eficácia, resiliência e otimismo podem ajudar a superar a resistência psicológica de funcionários de grupos privilegiados à práticas de DEI.

Um dos principais obstáculos para o sucesso das iniciativas de DEI é a resistência de funcionários de grupos historicamente privilegiados. Esses, podem perceber essas mudanças como ameaças aos seus valores e percepção de igualdade. Isso pode gerar uma mentalidade de “nós versus eles”, criando um ambiente de desconfiança e insegurança. O Capital Psicológico surge como um potencial solução para esse dilema, pois pode influenciar as avaliações cognitivas dos indivíduos sobre as iniciativas de DEI, promovendo uma abordagem mais positiva e colaborativa.

O PsyCap, integra esperança, autoeficácia, resiliência e otimismo e tem o potencial de transformar a percepção dos funcionários em relação às iniciativas de diversidade. Ele pode ajudar a reduzir o viés intergrupal e a fomentar uma visão mais inclusiva, na qual as diferenças possam ser vistas como oportunidades e não ameaças. Além disso, intervenções de PsyCap, como programas de treinamento focados em desenvolvimento pessoal e emocional, podem criar um ambiente organizacional mais receptivo à diversidade. No entanto, é preciso complementar o PsyCap com políticas estruturais que abordem desigualdades profundas para garantir o sucesso de iniciativas de DEI.

Leia o artigo na integra.

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