Conexão Mata Atlântica

Conexão Mata Atlântica


Visita à propriedade beneficiária do projeto Conexão Mata Atlântica no município
de Bananal em São Paulo (FGV). 

Em agosto de 2019, o FGVces foi selecionado por meio de uma chamada pública para prestar uma consultoria no âmbito do Projeto “Recuperação de Serviços de Clima e Biodiversidade no Corredor Sudeste da Mata Atlântica Brasileira” – Conexão Mata Atlântica, cujo objetivo é aumentar a proteção da biodiversidade e da água e combater mudanças climáticas. Para isso, promove atividades de conservação da vegetação nativa, adoção de sistemas mais produtivos e melhoramento da gestão de unidades de conservação.

O Conexão Mata Atlântica trabalhou com com mais de 250 produtores rurais das áreas definidas pelo projeto, que se distribuem nas zonas de amortecimento de quatro Unidades de Conservação: a Área de Proteção Ambiental São Francisco Xavier no município de São José dos Campos/SP; A Estação Ecológica de Bananal, abrangendo parte do município de Bananal/SP; o Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar inserida nos municípios de Natividade da Serra e São Luiz do Paraitinga, e o Núcleo Itariru do Parque Estadual da Serra do Mar, abrangendo parte dos municípios Miracatu, Pedro de Toledo, Itariri e Peruíbe.

O trabalho do FGVces se concentrou sobre uma das componentes do Conexão Mata Atlântica, a de Cadeias de Valor Sustentáveis, que atua para apoiar os agricultores beneficiários do projeto na viabilização econômica de atividades produtivas sustentáveis, que se dão no entorno das Unidades de Conservação  participantes. Algumas das cadeias contempladas foram frutas nativas (juçara, cambuci, abiu, grumixama, pinhão, entre outras); polpas, geleias, conservas; melíponas (abelhas nativas sem ferrão); sementes e mudas de espécies florestais; plantas ornamentais (orquídeas, bromélias, palmeiras, entre outras); extratos medicinais e/ou aromáticos, licores e bebidas; plantas alimentícias não convencionais (PANC).

Atividades 

A consultoria contemplou as seguintes etapas: (i) diagnóstico socioterritorial e estudos sobre cadeias de valor prioritárias da sociobiodiversidade na Mata Atlântica; (ii) formação dos técnicos de campo; (iii) articulação e parcerias para acesso a mercado; e (iv) disseminação dos resultados.

Diagnóstico socioterritorial e estudo sobre cadeias de valor prioritárias

Essa etapa contemplou a construção de um entendimento aprofundado das realidades de cada um dos territórios abrangidos pelo projeto, incluindo um levantamento dos principais atores, fóruns e organizações atuantes, perfil socioeconômico do local, características ambientais como microclima e biodiversidade, políticas públicas incidentes, entre outros aspectos. Além disso, foram analisadas as cadeias de valor já estabelecidas nas regiões a fim de se identificarem aquelas a serem consideradas prioritárias pelo projeto, tendo como critério o seu potencial de gerar externalidades socioambientais positivas, ou seja, sua relevância na mitigação de mudanças climáticas, na conservação e/ou regeneração de florestas e biodiversidade e na geração de renda, entre outros.


Visita à propriedade de abelhas sem ferrão no município de Natividade da Serra
em São Paulo. (FGV)

Formação dos técnicos

Buscando criar um alinhamento entre a metodologia de campo dos técnicos locais e os estudos realizados para as cadeias de valor priorizadas, o FGVces construiu um modelo de formação que teve como público-alvo as equipes de assistência técnica contratadas para executar as atividades do Conexão Mata Atlântica em cada localidade. O conteúdo envolveu especialmente capacitação dos técnicos em ferramentas de planejamento e gestão que permitiriam a implementação dos recursos recebidos e o acesso a mercado pelos proprietários rurais beneficiários, como fluxo de caixa e Canvas – Modelo de Negócios. Em cada um dos territórios, foram realizados três encontros de formação junto aos técnicos locais, para que eles se apropriassem dos conteúdos e implementassem as ferramentas nas propriedades atendidas.

Articulação com o mercado e políticas públicas

Essa etapa consistiu na busca de canais qualificados de comercialização para os produtos das cadeias de valor priorizadas nas áreas abrangidas pelo projeto, com a finalidade de criar mercado para esses produtos, promover vendas e garantir a viabilidade econômica das propriedades. As atividades envolveram reuniões com gestores públicos responsáveis pela compra de alimentos para alimentação escolar, equipes de compra de redes varejistas e da indústria de alimentos, dentre outros, de acordo com as cadeias de valor priorizadas. Foi realizada, ainda, uma feira na FGV com os produtores rurais participantes do Conexão Mata Atlântica para apresentá-los a canais de comercialização como restaurantes, empórios e mercados qualificados em São Paulo.

Publicação

Fortalecimento de cadeias de valor sustentáveis: contribuições do FGVces ao projeto Conexão Mata Atlântica

Esta publicação compila o processo, os resultados e achados da colaboração do FGVces ao projeto Conexão Mata Atlântica. O trabalho realizado, que se iniciou em setembro de 2019 no âmbito do apoio a Cadeias de Valor Sustentável, teve como objetivo exercer um olhar estratégico sobre a construção de planos de negócios e o acesso dos produtores a mercados qualificados, de maneira a contribuir para o fortalecimento de cadeias de valor promissoras e relevantes para cada um dos quatro territórios.

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Parceiros

Financiador: Global Environment Facility – GEF (Convênio de Financiamento Não-Reembolsável nº GRT/FM-14550-BR), por meio do Banco Interamericano do Desenvolvimento – BID

Executor dos recursos:  Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – Finatec.

Executores das ações em São Paulo: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Sistema Ambiental Paulista, por meio da Fundação Florestal e da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

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