Umesh Mukhi assume coordenação do Mestrado Profissional em Gestão Internacional da FGV EAESP
Com formação acadêmica na Ásia e na Europa e experiência profissional em diferentes continentes, Umesh Mukhi chega à coordenação com a proposta de ampliar a experiência internacional dos estudantes
Para falar sobre internacionalização, Umesh Mukhi não é apenas um especialista teórico. Sua própria trajetória é um exemplo da experiência que pretende ampliar entre os alunos do Mestrado Profissional em Gestão Internacional (MPGI) da FGV EAESP.
Indiano, formado em Engenharia de Eletrônica e Telecomunicações pela Universidade de Mumbai, Mukhi seguiu sua trajetória acadêmica na Europa, onde concluiu mestrado em Administração pela Audencia Business School, na França, e doutorado em Administração pela Universidade de Nantes. Ao longo da carreira, também atuou em diferentes países da Europa, Ásia e América Latina, além dos Estados Unidos.
Hoje, como professor da casa, leciona na graduação, na pós-graduação e na educação executiva. Também já foi pesquisador visitante das Nações Unidas, em Nova York, junto aos Principles for Responsible Management Education (PRME), iniciativa voltada à educação responsável em gestão.
É essa experiência multicultural que Umesh quer levar para a coordenação do MPGI. Para ele, a internacionalização do programa não deve ser vista apenas como uma oportunidade de estudar fora, mas como uma forma de ampliar perspectivas, criar conexões e preparar profissionais para atuar em um mundo cada vez mais integrado.
"Do Brasil para o mundo"
A visão de Umesh para o MPGI começa com uma ideia simples: a formação internacional pode começar no Brasil. "Quero que o aluno perceba que o mundo está aberto para ele. O mestrado pode ser o ponto de partida para conhecer outras culturas, construir relações internacionais e descobrir que sua carreira pode chegar muito mais longe."
Nesse sentido, uma das características que o professor pretende valorizar é a possibilidade de o estudante brasileiro fazer uma formação integralmente em inglês no Brasil, convivendo com colegas de diferentes nacionalidades e tendo acesso a uma rede internacional. "Você pode começar no Brasil e, a partir daqui, construir uma trajetória global. Essa é uma das grandes oportunidades que o programa oferece."
A proposta está alinhada às diferentes possibilidades de internacionalização disponíveis no MPGI. O estudante pode optar por uma trajetória de duplo diploma, pela experiência CEMS ou pelo Brasil Track, que aposta especialmente na diversidade internacional dentro da própria sala de aula e na construção de uma rede de contatos com pessoas de diferentes países. Assim, dependendo do caminho escolhido, a experiência acadêmica pode levar o aluno a explorar até três continentes.
Mais do que estudar em outro país
Para Umesh, tornar-se um profissional global não significa simplesmente passar um período no exterior. "A experiência internacional transforma a maneira como você enxerga o mundo. Você aprende a ouvir outras perspectivas, a trabalhar com diferenças culturais e a questionar aquilo que parecia óbvio."
Essa perspectiva está diretamente relacionada à trajetória acadêmica do professor, que pesquisa e leciona temas como liderança intercultural, comportamento organizacional, sustentabilidade e inovação pedagógica. No MPGI, também ministra a disciplina Global Management Practices, dedicada à gestão em diferentes contextos culturais.
A experiência internacional, portanto, aparece tanto no conteúdo quanto nas relações construídas durante o programa. "Meu objetivo é que o aluno não saia apenas com um diploma internacional, mas com uma mentalidade internacional. Que ele seja capaz de entrar em uma sala, em qualquer lugar do mundo, e se sentir preparado para contribuir."
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