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Impactos do ecossistema de startups no setor elétrico brasileiro
Sobre
Este estudo, fruto da parceria entre o FGVces, a COPPE/UFRJ, a ABStartups, a EDP e a Statkraft e viabilizado pelo Programa P&D ANEEL, analisa o ecossistema de startups de tecnologias limpas e seu impacto no setor elétrico brasileiro. O estudo foi conduzido entre maio de 2018 e janeiro de 2020 e seus resultados são subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas para o fortalecimento do ecossistema de tecnologias limpas no Brasil.
O estudo está estruturado em 4 frentes de trabalho:
Detalhar as características das startups de tecnologias limpas (cleantech) brasileiras, incluindo tecnologias, segmentos de atuação, perfil dos empreendedores, modelos de financiamento, redes de colaboração, entre outros aspectos;
Analisar os impactos das startups e suas tecnologias no mercado e no desenvolvimento tecnológico do setor elétrico brasileiro;
Promover a cooperação entre startups e grandes empresas do setor elétrico, propondo ajustes no Manual do Programa de P&D da ANEEL e testando empiricamente um novo modelo de cooperação;
Estruturar o Observatório de Tecnologias Limpas, com intuito de manter os esforços efetivos desta pesquisa disponíveis para todo o setor também no médio e longo prazo.
Contexto
Enfrentamos hoje desafios complexos relacionados às mudanças climáticas, à escassez de recursos naturais necessários à nossa existência e o aumento de desigualdades sociais. Este cenário exige soluções criativas para tornar processos, produtos e serviços mais eficientes, menos poluentes e mais acessíveis, garantir a disponibilidade dos serviços ecossistêmicos dos quais dependemos e promover a transição para um modelo de desenvolvimento resiliente, justo e de baixo impacto ambiental. As startups possuem papel fundamental nessa empreitada, conferindo agilidade ao processo de desenvolvimento de inovações muitas vezes capazes de transformar a lógica de operação de um segmento inteiro.
No que se refere ao setor elétrico, é consenso a necessidade de uma transição energética global para o uso de fontes renováveis. Esse movimento, no entanto, esbarra em uma série de desafios que demandam novas tecnologias e modelos de negócio para a geração, distribuição, comercialização e expansão da oferta de energia de forma mais sustentável. Nesse contexto, as startups de cleantech são importantes aliadas no desenvolvimento de soluções que superem tais entraves. Para criar condições favoráveis à potencialização dos benefícios ambientais e sociais que startups de cleantech podem gerar ao setor elétrico e à sociedade em geral, é necessário compreender o ecossistema no qual elas estão inseridas, seus atores, relações, características que favoreçam seu desenvolvimento e principais gargalos para seu sucesso.
Perfil das startups de cleantech
A primeira etapa do estudo se dedicou a identificar os empreendimentos brasileiros de cleantech através de uma pesquisa de preenchimento online. O questionário aplicado buscou compreender o perfil das startups, e a partir desse levantamento, foram realizadas análises dos dados coletados e cruzamentos com estudos nacionais e internacionais similares.
As startups de tecnologias limpas e o setor elétrico brasileiro
Esta etapa contemplou a elaboração de dois artigos científicos:
Análise baseada na maturidade de tecnologias emergentes no setor brasileiro de geração de energia
Este artigo buscou avaliar as tecnologias desenvolvidas e aplicadas pelas startups mapeadas na primeira etapa, com o objetivo de determinar possíveis tecnologias que tenham potencial de provocar ou alavancar mudanças no setor elétrico brasileiro.
A metodologia de análise baseou-se na construção da curva HypeCycle para compreender o estágio de maturidade das inovações tecnológicas dos seguintes segmentos: armazenamento de energia elétrica; geração distribuída fotovoltaica; micro-redes elétricas.
Inovação para a transição do setor elétrico: uma análise do ecossistema de empreendedorismo de startups de tecnologias limpas no Brasil
Este artigo teve como objetivo analisar o ecossistema de empreendedorismo de startups de tecnologias limpas no Brasil, apontando aspectos a serem aprimorados para fortalecê-lo e, assim, contribuir para promover a sustentabilidade no setor elétrico brasileiro.
O artigo foi elaborado a partir dos resultados obtidos no Mapeamento do ecossistema de startups de cleantech no Brasil e se baseou no framework de análise de ecossistemas de empreendedorismo de Daniel Isenberg. O modelo é composto por seis dimensões de análise: políticas públicas, mercado, instrumentos financeiros, capital humano, cultura e agentes de apoio.
Cooperação com grandes empresas
As iniciativas chamadas corporate venturing são capazes de criar mecanismos que unem a agilidade e flexibilidade das startups para inovar com o acesso amplo e os recursos financeiros e materiais das grandes empresas em torno de novos negócios. O fortalecimento dessas parcerias tem o potencial de acelerar transformações necessárias na economia para lidar com os desafios globais deste século.
A partir deste entendimento, esta etapa do estudo contemplou duas frentes de trabalho:
Proposta de alterações no Manual do Programa de P&D da ANEEL
Estudos apontam que a rota do corporate venture capital (CVC) pode ser promissora para o setor de energia. Fundos desta natureza têm sido amplamente utilizados como uma ferramenta de inovação aberta capaz de alavancar e gerenciar inovações radicais às corporações tradicionais do setor. Assim, a equipe do estudo elaborou uma proposta de alterações no Manual do Programa de P&D da ANEEL buscando fomentar investimentos de grandes empresas do setor em startups.
Teste empírico de cooperação entre startups e grandes empresas
A fim de testar um modelo de atuação conjunta entre startups e grandes empresas do setor elétrico, a equipe do projeto conduziu um processo de aproximação entre esses públicos. A EDP Brasil participou deste teste, que buscou selecionar e apresentar à empresa startups de cleantech que atuam sobre os seguintes tópicos: Mobilidade elétrica, eficiência de processos, experiência do cliente, impacto socioambiental.
Esta frente de trabalho culminou na seleção de 5 startups que apresentaram seus pitchs para a EDP Brasil durante a Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE) 2019, o maior evento de startups da América Latina.
Observatório de Tecnologias Limpas
O Observatório de Tecnologias Limpas visa manter os esforços e resultados deste estudo aplicáveis no médio e longo prazo e disponíveis ao público para benefício amplo do setor. No formato de plataforma online, sua missão é investigar, analisar, construir e gerenciar conhecimento da relação e interação entre tecnologias limpas (Cleantech), o mercado privado, a regulação e o desenvolvimento tecnológico no setor energético brasileiro.
Publicações

Impactos do ecossistema de startups (cleantechs) no setor elétrico brasileiro
Este relatório apresenta os principais resultados obtidos em cada etapa do estudo, trazendo análises e apontando possíveis caminhos para contribuir para o fortalecimento das relações entre grandes empresas e startups de cleantech em prol da transição do setor elétrico brasileiro.

Mapeamento do Ecossistema de Startups de Cleantech no Brasil
O foco deste relatório consiste em apresentar os principais resultados e análises referentes à primeira etapa do estudo, que identificou os empreendimentos brasileiros de cleantech através de uma pesquisa de preenchimento online.
Parceiros e Financiadores
- ANEEL
- COPPE/UFRJ
- ABStartups
- EDP
- Statkraft
