Artigos Acadêmicos
Autor(es): Hitoshi Nagano , Saleem H Ali , José Antônio Puppim de Oliveira

A desmaterialização da economia é crucial para reduzir a pegada de carbono global. No entanto, as evidências empíricas sobre como alcançar diferentes caminhos de desmaterialização permanecem limitadas. Este artigo examina as tendências históricas (1970-2015) no consumo de materiais, levando em consideração uma ampla gama de materiais, incluindo biomassa, minérios metálicos, minerais não metálicos e combustíveis fósseis, em 176 países agrupados por nível de renda. Usando análises de regressão e estatísticas, descobrimos que o consumo de materiais geralmente aumenta com o crescimento econômico em todos os grupos de renda nos modelos lineares, refletindo um forte acoplamento entre o uso de materiais e estágios anteriores de desenvolvimento. Em contraste, análises polinomiais de segunda e terceira ordem fornecem evidências robustas de uma relação em forma de U invertida entre renda e uso de materiais, especialmente em países de renda média-alta e alta. Este padrão sugere um ponto de viragem no consumo de materiais à medida que as economias amadurecem. Uma análise desagregada mostra ainda que as formas de desmaterialização variam entre grupos de renda e tipos de materiais. Com base nos dados, identificamos quatro mecanismos teóricos principais que ajudam a explicar a relação em forma de U invertida entre o crescimento econômico e o uso de materiais: o efeito de escala, o efeito de composição, o efeito de técnica e o efeito de política. Essas diferenças destacam trajetórias distintas de consumo de materiais à medida que os países avançam economicamente, indicando que trajetórias mais sustentáveis são alcançáveis.

Artigo publicado em inglês.