Lauro Gonzalez, Rafael Schiozer e Matheus L. Carrijo
O Índice de Desconforto de Crédito (IDC) busca medir o desconforto das famílias brasileiras com o uso do crédito. Construído a partir de dados públicos do Banco Central, combina três dimensões: inadimplência, comprometimento de renda e qualidade do crédito (que inclui a participação das modalidades mais onerosas de crédito, como cheque especial, crédito pessoal não consignado e cartão rotativo e parcelado). O IDC varia de 0 a 1, na qual 1 (um) corresponde ao pior ponto já observado na série histórica disponível e 0 (zero) ao melhor.
Em abril de 2026, o IDC atingiu 0,986. O resultado permaneceu muito próximo do máximo histórico: o comprometimento de renda ficou em 28,2%, a inadimplência retornou a 7,4% e a participação das modalidades onerosas alcançou 25,0% do crédito livre para pessoas físicas. Em relação à março de 2026, quando do IDC marcava 0,960, houve uma piora decorrente do aumento da inadimplência e do aumento da participação das modalidades mais onerosas de crédito (qualidade do crédito), enquanto o comprometimento de renda ficou estável. A próxima atualização do IDC permitirá avaliar os potenciais efeitos do programa Novo Desenrola Brasil, lançado em 4 de maio de 2026.
Acesse a nota técnica atualizada (07/2026 - referente à competência de abril de 2026)
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Acesse o estudo completo (04/2026 - referente à competência de março de 2026)
