Lauro Gonzalez, Rafael Schiozer e Matheus L. Carrijo
O estudo propõe um novo indicador para medir o desconforto das famílias brasileiras com o uso do crédito. Construído a partir de dados públicos do Banco Central, o IDC combina três dimensões, inadimplência, comprometimento de renda e qualidade do crédito (participação de modalidades mais onerosas, como cheque especial, crédito pessoal não consignado e cartão rotativo e parcelado) - em um índice entre 0 e 1.
Os resultados mostram que, em janeiro de 2026, o IDC atinge 0,94, indicando desconforto próximo ao máximo da série histórica. O programa Desenrola produziu apenas alívio temporário, sem enfrentar as causas estruturais do superendividamento. Os autores argumentam que o IDC oferece um diagnóstico mais completo do problema do que indicadores isolados e reforça a necessidade de medidas estruturais no mercado de crédito brasileiro.
