Estudos
Autor(es): Julio Leandro , Lauro Emilio Gonzalez Farias

Este estudo analisa a evolução recente do crédito às pessoas físicas no Brasil e mostra que sua expansão tem sido impulsionada menos pelo crédito habitacional e mais por modalidades de alto custo, especialmente cartão de crédito, crédito pessoal e crédito consignado. Nesse contexto, o trabalho argumenta que a recente aposta na ampliação do consignado para trabalhadores formais do setor privado pode aprofundar o comprometimento de renda, o superendividamento e a fragilidade financeira das famílias, em vez de promover inclusão financeira de forma substantiva. O estudo conclui que uma agenda mais saudável para o país deveria priorizar o crédito habitacional, o financiamento a microempreendimentos e o microcrédito, acompanhados de maior regulação sobre práticas agressivas de concessão de crédito.