Políticas e Administração Pública

VOTO A VOTO | Do estado ao Planalto: o peso das disputas estaduais

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Texto de Lara, Miguel e Manoel

Lara Mesquita, Miguel Lian Leite e Manoel Gehrke analisam dados do CepespData para investigar se a realização de segundo turno para governador pode afetar a disputa presidencial.

Uma disputa estadual pode influenciar a eleição presidencial? Essa é a pergunta investigada por Lara Mesquita, Miguel Lian Leite e Manoel Gehrke na nova coluna da série Voto a Voto, parceria entre o Cepesp e a Folha de S.Paulo.

A partir de dados do CepespData, os pesquisadores comparam eleições em que o candidato mais votado para governador ficou pouco acima ou pouco abaixo dos 50% necessários para vencer no primeiro turno. A estratégia permite observar o que ocorre na eleição presidencial quando a disputa pelo governo estadual termina ou não no primeiro turno.

No conjunto dos casos analisados, a realização de segundo turno para governador praticamente não altera o desempenho dos candidatos à Presidência. Nas disputas nacionalizadas, porém, o fato de a eleição para governador não terminar no primeiro turno está associado a um resultado diferente.

Nesses casos, os dados indicam que o candidato do PT à Presidência apresenta, no segundo turno presidencial, um avanço aproximadamente 3 pontos percentuais menor em sua participação nos votos destinados aos dois finalistas, em comparação com situações em que a disputa estadual termina no primeiro turno.

Os autores investigam possíveis explicações para esse resultado. A análise não encontra evidências de que o efeito decorra de mudanças no comparecimento ou nos votos brancos e nulos. Uma das hipóteses discutidas é que a continuidade da disputa estadual, quando nacionalizada, possa mobilizar o antipetismo onde ele já existe.

O artigo ressalta, no entanto, que os resultados devem ser interpretados com cautela. A análise utiliza eleições anteriores, não pretende prever o resultado de 2026 e se baseia em um número limitado de disputas estaduais decididas por margens estreitas.

Leia a coluna completa na Folha de S.Paulo.