Finanças Corporativas

Depois de viver o mercado, voltar à sala de aula para entender o porquê

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Mestrado Profissional em Finanças e Controladoria

Quando decidiu voltar a estudar, em 2018, Felipe Ardito já estava em uma posição de liderança. Formado em Ciências Econômicas pela Unicamp e em Sistemas de Informação pela PUC Campinas, ele havia passado pela PwC e pela International Paper e acumulado experiência em finanças, controladoria, contabilidade e controles internos. 

A dúvida naquele momento era entre um MBA e um mestrado. Felipe ainda não conhecia a possibilidade do mestrado profissional, mas a proposta chamou sua atenção. "Estava na dúvida, mas quando descobri a modalidade, achei bem interessante a ideia de ter o título, porque dá abrangência na carreira acadêmica e deixa a possibilidade continuar avançando na carreira executiva.” 

A escolha pela FGV EAESP veio também pela possibilidade de conciliar a formação com uma rotina profissional exigente. No Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade, na linha de Finanças e Controladoria, Felipe encontrou uma combinação que considerava especialmente importante naquele momento: profundidade acadêmica e conexão direta com os desafios que já enfrentava no trabalho.  

 

Conhecimento para além da execução 

Para Felipe, uma das principais diferenças da experiência de mestrado em relação a outras formações está justamente na possibilidade de interromper a lógica automática do trabalho e voltar às bases que sustentam as decisões. 

"É um momento que você pode parar um pouco, dar um passo para trás e entender a base, o porquê, a formação, a origem. Você tem uma outra visão." 

A experiência profissional, nesse sentido, não era um ponto de partida secundário. Pelo contrário, ter vivido situações concretas fazia com que as discussões em sala ganhassem outra dimensão. 

"É muito diferente depois que você já viveu o mercado. Você já sabe aquilo que vai enfrentar e poder voltar para a escola para discutir e entender aquilo que você já passou e está passando, e não só o quê, mas o porquê." 

Na linha de Finanças e Controladoria, Felipe também encontrou uma formação bastante voltada às competências técnicas. Custeio, explicação de resultados, árvore de decisão, TIR e NPV foram alguns dos conteúdos que passaram a fazer parte de sua prática profissional. 

"No momento que fiz o mestrado, eu tinha bastante conteúdo de controladoria, mas não tanto de finanças. As aulas me ajudaram bastante a me preparar e tudo foi útil depois." 

Mais do que revisar conceitos que já conhecia, porém, Felipe destaca a oportunidade de compreender seus fundamentos. "Até o que eu já conhecia e dominava foi muito bom ter em sala de aula, porque você aprende com embasamento." 

 

Uma rede construída a partir da experiência 

Outro aspecto marcante foi o contato com os colegas. Como muitos dos alunos já atuavam em posições profissionais relevantes, as discussões extrapolavam o conteúdo das aulas. "Eu trabalhava e estudava na mesma área. Então, as discussões eram muito ricas, pelos assuntos que a gente trabalhava e porque eram pessoas que tinham bastante experiência na área." 

A convivência acabou formando uma rede profissional que continua fazendo parte de sua trajetória. "Naturalmente criamos uma rede, com pessoas que estão muito bem posicionadas no mercado hoje." Para Felipe, essa rede também representa uma possibilidade prática de trocar experiências, acessar pessoas e levar novas perspectivas para os desafios do dia a dia. 

 

Uma formação que amplia o horizonte 

Depois do mestrado, Felipe ainda buscou uma formação internacional, com um Executive MBA pela ESCP Business School. Sua carreira também continuou avançando. Passou pela Klabin e, em 2026, assumiu uma nova posição na Scatec ASA, empresa norueguesa de energia renovável que atua no desenvolvimento, construção e operação de projetos de energia em diferentes mercados. 

A mudança de setor abriu também um novo horizonte acadêmico. Agora, Felipe avalia seguir para o doutorado profissional, novamente na FGV, com a intenção de pesquisar temas relacionados ao setor de energia renovável. 

A experiência do mestrado, para ele, ajuda a explicar por que a educação continuada pode assumir diferentes funções ao longo da carreira. "O mestrado te devolve muito daquilo que você coloca. É uma decisão consciente de que vai ter que investir tempo e esforço. Você se submete a um processo de transformação, que pode às vezes até ser doloroso, mas que passa muito rápido e que é muito compensador depois." 

Por isso, antes de iniciar uma formação como essa, Felipe recomenda olhar para o próprio momento profissional e pessoal. Também considera importante conversar com a empresa e, principalmente, com a família, já que o compromisso exige tempo e dedicação. 

Para ele, o mestrado faz sentido especialmente para profissionais curiosos, que querem compreender mais profundamente aquilo que fazem e não apenas executar. Mais de oito anos depois da decisão de voltar à sala de aula, Felipe continua enxergando a formação como parte de uma carreira que ainda está em construção. E talvez essa seja uma das principais contribuições de um mestrado profissional: não necessariamente indicar um único próximo passo, mas ampliar a capacidade de enxergar quais caminhos podem existir. 

 

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Confira o depoimento em vídeo.