MobLab: Laboratório propõe soluções inovadoras para a mobilidade urbana

.

Projeto do FGV Cidades foi apresentado durante o SIMEA 2023

Qual o modo de transporte mais adaptado às necessidades dos usuários de determinada região? Onde implantar um corredor de ônibus, uma ciclovia e como fazer a integração para que o transporte seja mais eficiente e sustentável? A resposta para essas perguntas, difícil de ser formulada por gestores que não têm acesso a dados sobre a mobilidade do município, é foco dos trabalhos do MobLab - Laboratório de políticas públicas urbanas baseadas em inovação regional.

O projeto integra o eixo de mobilidade do FGV Cidades, que tem como missão ampliar o acesso a oportunidades, especialmente, para as populações mais pobres que residem nas periferias urbanas e dependem de condições precárias de transporte público. Para isso, o Centro tem desenvolvido pesquisas para analisar a arquitetura e o impacto da política pública de Mobilidade como Serviço em cidades parceiras. É o caso de São José dos Campos, onde foi desenvolvido o projeto “Mobilidade do Futuro: um Modelo Disruptivo para São José dos Campos”.

O MobLab é um dos desdobramentos desse projeto: situado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, é realizado em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária e a Innovact. O Laboratório, que iniciará as atividades em setembro, foi apresentado pela pesquisadora do FGV Cidades, Daniela Swiatek, no Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2023, realizado nos dias 16 e 17 de agosto de 2023, em São Paulo. “O foco desse Laboratório é fazer política pública de mobilidade urbana em diferentes cidades, possivelmente no Brasil inteiro, com base em evidências”, ressaltou Daniela.

Entre os principais projetos do MobLab estão a formulação de Política de abertura e proteção de dados, a criação de Dashboard dos Municípios e de Datalake aberto, com análise detalhada da qualidade dos dados; Análise de mobilidade e exposição ao risco, estudos diagnósticos para construção do modelo lógico, além de Oficinas para arquitetura jurídica, ambiente institucional e modelos de negócio, e formulação de Plano de comunicação estratégica, e incubação, monitoramento e avaliação de impacto.

Isso será possível graça à criação de um ambiente de inovação, reunindo pesquisadores, atores públicos e privados. Estão previstas a capacitação dos municípios na governança de dados, a realização de oficinas para identificação de problemas e a implementação das soluções, a partir da abertura de dados. 

Com o tema “O Brasil e o futuro sustentável da mobilidade”, o SIMEA é realizado anualmente pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), reunindo representantes de órgãos governamentais, fabricantes de veículos automotores, autopeças, produtores e fornecedores de equipamentos do setor automotivo, empresas produtoras de combustíveis e distribuidoras, especialistas, acadêmicos.

Dados abertos e segurança

Diariamente, são produzidos diversos dados relacionados à mobilidade urbana – sejam aqueles coletados por aplicativos privados, que monitoram os dados de navegação dos usuários, ou os públicos, como os dados gerados pelo GPS dos ônibus. Como explorar essas informações para a formulação de políticas públicas? A agregação desses diversos dados passa por questões como a política de dados e a segurança da informação.

Segundo Daniela, a abertura dos dados diz respeito à transparência e participação, mas também ao estímulo à inovação - dados abertos fomentam uma comunicação com o mercado, startups, empresas. Ela defende que os dados públicos devem ser abertos sem custo, já os privados podem ser abertos a partir da colaboração com os dois setores, sempre considerando um aspecto essencial que é o respeito à Lei de Proteção de Dados (LGPD).

Um exemplo de base de dados que deverá ser explorada são os registros de bilhetagem do sistema de transporte público que, por se tratar de dados pessoais, precisam passar por um processo de anonimização.

“Os desafios políticos regulatórios, jurídicos e tecnológicos estão na mão das Prefeituras e eles não sabem como fazer. Desde a contratação da nuvem até como lida com LGPD. O que a gente quer com o MobLab é reunir os melhores cérebros, entender o mercado, testar, avaliar e engajar”, afirmou.  Com essas iniciativas, segundo Swiatek, é possível não só melhorar os serviços, como também reduzir as emissões e buscar soluções sustentáveis para a mobilidade urbana. 

Inovação em políticas de mobilidade

Um dos desafios para a construção de políticas inovadoras para a mobilidade urbana diz respeito ao arranjo institucional. Para além do acesso aos dados e criação de tecnologias adequadas aos problemas, é necessária uma arquitetura jurídica que permita a parceria entre o setor público e o privado para se chegar a soluções inovadoras e sustentáveis.

“A contratação pública tem um trâmite próprio. O que foi feito em São José dos Campos e o que vamos fazer no MobLab é a modelagem lógica da contratação: a partir dos dados disponíveis, vamos caracterizar problemas e identificar as melhores soluções, articulando a criação de novas tecnologias digitais, à tecnologia de contratação e a tecnologia econômica”, explica Patricia Alencar Silva Mello, Gestora Executiva do FGV Cidades.

A metodologia proposta abrange uma abordagem multidisciplinar que engloba estudos jurídico-institucionais, análises econômico-financeiras, avaliações tecnológicas e táticas operacionais.

 

Qual o modo de transporte mais adaptado às necessidades dos usuários de determinada região? Onde implantar um corredor de ônibus, uma ciclovia e como fazer a integração para que o transporte seja mais eficiente e sustentável? A resposta para essas perguntas, difícil de ser formulada por gestores que não têm acesso a dados sobre a mobilidade do município, é foco dos trabalhos do MobLab - Laboratório de políticas públicas urbanas baseadas em inovação regional.

O projeto integra o eixo de mobilidade do FGV Cidades, que tem como missão ampliar o acesso a oportunidades, especialmente, para as populações mais pobres que residem nas periferias urbanas e dependem de condições precárias de transporte público. Para isso, o Centro tem desenvolvido pesquisas para analisar a arquitetura e o impacto da política pública de Mobilidade como Serviço em cidades parceiras. É o caso de São José dos Campos, onde foi desenvolvido o projeto “Mobilidade do Futuro: um Modelo Disruptivo para São José dos Campos”.

O MobLab é um dos desdobramentos desse projeto: situado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, é realizado em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária e a Innovact. O Laboratório, que iniciará as atividades em setembro, foi apresentado pela pesquisadora do FGV Cidades, Daniela Swiatek, no Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2023, realizado nos dias 16 e 17 de agosto de 2023, em São Paulo. “O foco desse Laboratório é fazer política pública de mobilidade urbana em diferentes cidades, possivelmente no Brasil inteiro, com base em evidências”, ressaltou Daniela.

Entre os principais projetos do MobLab estão a formulação de Política de abertura e proteção de dados, a criação de Dashboard dos Municípios e de Datalake aberto, com análise detalhada da qualidade dos dados; Análise de mobilidade e exposição ao risco, estudos diagnósticos para construção do modelo lógico, além de Oficinas para arquitetura jurídica, ambiente institucional e modelos de negócio, e formulação de Plano de comunicação estratégica, e incubação, monitoramento e avaliação de impacto.

Isso será possível graça à criação de um ambiente de inovação, reunindo pesquisadores, atores públicos e privados. Estão previstas a capacitação dos municípios na governança de dados, a realização de oficinas para identificação de problemas e a implementação das soluções, a partir da abertura de dados. 

Com o tema “O Brasil e o futuro sustentável da mobilidade”, o SIMEA é realizado anualmente pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), reunindo representantes de órgãos governamentais, fabricantes de veículos automotores, autopeças, produtores e fornecedores de equipamentos do setor automotivo, empresas produtoras de combustíveis e distribuidoras, especialistas, acadêmicos.

Dados abertos e segurança

Diariamente, são produzidos diversos dados relacionados à mobilidade urbana – sejam aqueles coletados por aplicativos privados, que monitoram os dados de navegação dos usuários, ou os públicos, como os dados gerados pelo GPS dos ônibus. Como explorar essas informações para a formulação de políticas públicas? A agregação desses diversos dados passa por questões como a política de dados e a segurança da informação.

Segundo Daniela, a abertura dos dados diz respeito à transparência e participação, mas também ao estímulo à inovação - dados abertos fomentam uma comunicação com o mercado, startups, empresas. Ela defende que os dados públicos devem ser abertos sem custo, já os privados podem ser abertos a partir da colaboração com os dois setores, sempre considerando um aspecto essencial que é o respeito à Lei de Proteção de Dados (LGPD).

Um exemplo de base de dados que deverá ser explorada são os registros de bilhetagem do sistema de transporte público que, por se tratar de dados pessoais, precisam passar por um processo de anonimização.

“Os desafios políticos regulatórios, jurídicos e tecnológicos estão na mão das Prefeituras e eles não sabem como fazer. Desde a contratação da nuvem até como lida com LGPD. O que a gente quer com o MobLab é reunir os melhores cérebros, entender o mercado, testar, avaliar e engajar”, afirmou.  Com essas iniciativas, segundo Swiatek, é possível não só melhorar os serviços, como também reduzir as emissões e buscar soluções sustentáveis para a mobilidade urbana. 

Inovação em políticas de mobilidade

Um dos desafios para a construção de políticas inovadoras para a mobilidade urbana diz respeito ao arranjo institucional. Para além do acesso aos dados e criação de tecnologias adequadas aos problemas, é necessária uma arquitetura jurídica que permita a parceria entre o setor público e o privado para se chegar a soluções inovadoras e sustentáveis.

“A contratação pública tem um trâmite próprio. O que foi feito em São José dos Campos e o que vamos fazer no MobLab é a modelagem lógica da contratação: a partir dos dados disponíveis, vamos caracterizar problemas e identificar as melhores soluções, articulando a criação de novas tecnologias digitais, à tecnologia de contratação e a tecnologia econômica”, explica Patricia Alencar Silva Mello, Gestora Executiva do FGV Cidades.

A metodologia proposta abrange uma abordagem multidisciplinar que engloba estudos jurídico-institucionais, análises econômico-financeiras, avaliações tecnológicas e táticas operacionais.

 

Últimas postagens

foto do autor com o nome dele
Blog Gestão e Negócios

Sustentabilidade Subiu ao CORE da Estratégia

Marcelo dos Santos Sousa, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESPNos últimos anos, a pressão…
Liderança estratégica em equipes com executivos reunidos discutindo estratégias e decisões conjuntas
Administração de empresas

Por que desenvolver líderes individualmente pode não ser suficiente para transformar uma empresa

As decisões mais importantes de uma empresa raramente dependem de um único líder. Ainda assim, muitos programas de…
foto do autor com o nome dele
Blog Gestão e Negócios

Computação Quântica e Governança Corporativa: Um Novo Dilema Para o Mercado Financeiro?

Gustavo Henrique Rodrigues Pessoa, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP e Manager Director…
foto da professora em frente ao prédio da EAESP
Notícias internas

Professora da FGV EAESP recebe reconhecimento internacional por excelência em ensino de sustentabilidade

A professora Fernanda Carreira, coordenadora-geral do Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da FGV…