Estudos do FGV Cidades serão usados na modernização do transporte coletivo da região metropolitana de Porto Alegre
O FGV Cidades desenvolverá um conjunto de estudos que serão utilizados no aperfeiçoamento dos serviços de mobilidade da região metropolitana de Porto Alegre. O projeto de assessoria técnica foi divulgado pelo governo do estado do Rio Grande do Sul na última semana, e tem como objetivo contribuir tanto para o aumento da eficiência e a construção de um sistema de transporte mais inclusivo e sustentável financeira e ambientalmente.
Com o convênio, o Centro fornecerá à Secretaria de Parcerias e Concessões do Estado do Rio Grande do Sul assessoria técnica para a estruturação de modelagem da Rede Metropolitana e Sistema Estadual de Transporte Metropolitano Coletivo de Passageiros (SETM) e de tecnologia associada ao serviço.
Segundo o diretor do Centro, Ciro Biderman, olhando para toda a região metropolitana, será possível reduzir a sobreposição que faz o sistema ficar menos ágil, além de gerar uma competição pouco salutar entre o transporte público. “Com esse modelo pretendemos iniciar de fato com que entendemos como 'mobilidade do futuro': integração geral do sistema de mobilidade da região metropolitana, seja dentro do transporte público, seja com diferentes modos de transporte, incluindo aplicativos e bicicletas compartilhadas”, explicou.
Além do redesenho da rede, está prevista uma fase de diagnóstico e a entrega dos modelos de licitação e de contrato, além do acompanhamento após a contratação. Já estava em andamento, no FGV Cidades, estudo voltado para a questão da bilhetagem no município de Porto Alegre. Com o convênio atual, os estudos incluirão, além do modelo de bilhetagem aberto, uma proposta de mudança no próprio formato da concessão, separando as despesas de operação (OPEX) daquelas de manutenção da frota (CAPEX).
Coordenadora da equipe jurídica, a pesquisadora Sarah Marinho destacou a relevância do projeto, que ancora as atividades de pesquisa do Centro aos problemas atuais e reais. “Toda essa visão sobre a segregação de atividades e modelagem contratual, especializada para cada atividade em cada segmento de mercado, é o nosso diferencial para ajudar os sistemas de transporte a serem mais integrados, entre modais diferentes, com custo mais baixo, com facilidade de fluxo de dados e de pagamentos”, afirmou.
