30h

Linha de pesquisa: Gestão de Operações e Sustentabilidade 

As pressões competitivas crescentemente forçam as empresas a inovar mais e reduzir seu time-to-market. Como resultado, a abordagem de inovação aberta é agora o status quo e as empresas geralmente adotam práticas de inovação colaborativa para acessar conhecimento e capacidades de clientes e parceiros de rede localizados em todo o mundo para aumentar sua capacidade de inovação e competitividade. Nesse contexto, os ecossistemas de inovação ganharam importancia. Muita atenção é dedicada a como empresas estabelecidas, startups, capitalistas de risco, anjos de negócios, bancos, agências do setor público, universidades e centros de pesquisa interagem e alinham seus interesses para inovar. Para os líderes empresariais, o ecossistema é uma fonte de ideias vencedoras e um meio para acelerar seus esforços inovadores. Por sua vez, os formuladores de políticas o veem como uma noção robusta para orientar a criação de mecanismos de políticas e ações para estimular a inovação. Na academia, o conceito vem sendo estudado em diferentes campos e criticado por sua falta de valor agregado em comparação com noções existentes no campo da inovação, como redes de inovação, por exemplo. O objetivo dessa disciplina é fornecer um panorama aos alunos sobre a literatura de ecossistemas de inovação para promover um entendimento das lentes teóricas que embasam o estudo desse fenômeno e da diferenciação desse conceito em relação a outros construtos relevantes, como redes de inovação, ecossistemas de empreendedorismo e supply chain management. Para isso, vamos explorar definições, diferenças entre conceitos, e avaliar o estado da arte dessa literatura.

Juliana Bonomi SantosSusana Carla Farias Pereira