Sustentabilidade

5 leituras sobre comunicação e crise climática

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A crise climática também é um desafio de comunicação. 

Produzir conhecimento sobre o clima é uma coisa. Fazer esse conhecimento circular, ser compreendido e ganhar significado em diferentes contextos é outra.

Entre dados e experiências, riscos e incertezas, perdas e possibilidades de ação, comunicar a crise climática envolve escolhas que vão muito além da tradução de informações científicas.

Para pensar sobre essas escolhas, reunimos cinco leituras que atravessam diferentes dimensões da comunicação climática.

 

1ª indicação

Crise climática, muita informação e pouca ação: como a Linguagem Simples pode contribuir - Heloisa Fischer

O problema é a falta de informação ou a forma como comunicamos?

Nunca tivemos tanto acesso a informações sobre a crise climática, mas isso não garante que elas sejam compreendidas ou mobilizem as pessoas. Para Heloisa Fischer, a forma de comunicar também importa: textos densos e vocabulário técnico podem criar barreiras à compreensão.

A autora apresenta a Linguagem Simples como uma possibilidade para tornar a comunicação climática mais acessível, sem perder a complexidade do tema.

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2ª indicação

Risk Communication, Public Engagement, and Climate Change: A Role for Emotions - Sabine Roeser

Para além dos dados: emoções e riscos climáticos

Ao discutir a comunicação dos riscos climáticos, Sabine Roeser questiona a separação entre razão e emoção. Para a autora, compreender um risco envolve não apenas dados e probabilidades, mas também suas dimensões morais e emocionais. As emoções influenciam a forma como percebemos os riscos e nos posicionamos diante da necessidade de agir.

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3ª indicação
Guia de Comunicação Estratégica para a Integridade da Informação sobre Mudança do Clima - Rede de Parceiros pela Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima

Como transformar informação em ação?

Comunicar a crise climática vai além de tornar dados científicos acessíveis. Também envolve como contamos o problema, quais experiências colocamos no centro e quais caminhos de resposta apresentamos. Elaborado pelo Eixo de Comunicação Estratégica da RPIIC, o guia reúne estratégias para diferentes públicos e formatos, combinando dados, histórias, experiências e soluções para fortalecer a confiança na informação.

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4ª indicação
Toward a Theory of Persuasive Hope: Effects of Cognitive Appraisals, Hope Appeals, and Hope in the Context of Climate Change - Amy E. Chadwick


Comunicar esperança sem simplificar a crise climática

Amy E. Chadwick investiga como diferentes formas de comunicar a esperança podem influenciar a percepção e o interesse pela crise climática. A autora propõe combinar dois elementos: apresentar um futuro desejável e possível e indicar caminhos concretos para chegar até ele.

Assim, a esperança não aparece como otimismo vazio, mas como uma forma de comunicar possibilidades de ação diante da crise.

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5ª indicação
The persistent global disparities in environmental and climate communication scholarship - Sohinee Bera, Amanda Vilchez e Roxana M. Muenster


Quem produz o conhecimento sobre comunicação climática?

O estudo analisa a distribuição regional das pesquisas sobre comunicação ambiental e climática e encontra uma forte desigualdade: entre 505 artigos publicados de 2020 a 2022, 93% dos autores tinham afiliação no Norte Global e apenas 7% no Sul Global. A pesquisa também identifica diferenças nos temas abordados, com maior presença de estudos sobre desastres, vulnerabilidade e riscos quando o foco está no Sul Global.

Diante de uma crise que é científica, ambiental, social, política e também vivida no cotidiano, a forma como comunicamos também faz parte da resposta que construímos.

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