Construindo a participação em agendas para cidades sustentáveis

Construindo a participação em agendas para cidades sustentáveis

análise de quatro experiências no Brasil

Duração: 2016 - 2017

Financiamento: Instituto Arapyau

O Instituto Arapyaú convidou FGVces a investigar lições aprendidas em quatro experiências de construção de agendas locais para cidades sustentáveis. O objetivo era sistematizar tal conhecimento para um público mais amplo e contribuir para construção de agendas locais participativas e de longo prazo. 

Na visão das duas instituições (corroboradas por recentes discussões do Banco Mundial, ONU-Habitat e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU), os arranjos da governança local – entendidos como os acordos formais e in- formais para a construção de políticas e ações – são cruciais para a qualidade dos resultados no fomento a cidades sustentáveis, de forma a garantir inclusão social, perenidade e efetividade. Nesse contexto, a participação do amplo espectro de atores sociais – e mais do que isso: a qualidade dessa participação – é condição fundamental para a boa governança e para o resultado que se espera. 

Assim, a investigação do GVces ao longo dos sete meses de projeto foi orientada a responder às seguintes provocações: Como construir espaços de participação urbanos efetivamente multinível e mul- tiator em uma complexa e diversa rede de articulação social? Como promover engajamento legítimo na construção de agendas para cidades sustentáveis? Como melhor aproximar a gestão pública da sociedade? 

Por meio de revisão da literatura, análise documental, entrevistas e visitas a campo em quatro estudos de caso, o projeto aponta caminhods e recomendações. O resultado da investigação aponta que o termo “cidades sustentáveis” responde a múltiplas interpretações e customizações, muitas vezes amparado por outros adjetivos, tais como “cidades criativas”, “cidades inteligentes” (smart cities), “cidades resilientes”. Mais do que encerrar o debate ainda dinâmico sobre esses conceitos, as diferentes narrativas investigadas corroboram a relevância de processos participativos. Ou seja, é na governança dos processos de construção das agendas futuras de uma cidade sustentável que se dará a criação de uma narrativa condizente com a soma dos anseios e a explicitação dos conflitos entre os diferentes atores de um determinado território urbano, rumo a objetivos comuns. 

Atividades 

  • Pesquisa aprofundada no conceito de cidades sustentáveis, levantando o arcabouço teórico e bibliográfico sobre o tema
  • Mapeamento de 200 iniciativas de instituições nacionais e internacionais que se propõem a trabalhar no tema
  • Desenvolvimento de um quadro analítico (mosaico) para a análise dos diferentes componentes relacionados à cidades sustentáveis
  • Estudo aprofundado de caso por meio de mergulho em quatro experiências atuais de construção de agendas – Três Lagoas Sustentável (MG), Curitiba 2035 (PR), Sobral de Futuro (CE) e Casa Fluminense (RJ)
  • Realização de dois encontros com especialistas para discussão e análise das discussões em campo e da literatura

Publicações e Relatórios

Construindo a participação em agendas para cidades sustentáveis: análise de quatro experiências no Brasil

A análise de quatro experiência no Brasil de construção de governança para as cidades sustentáveis aponta desafios e oportunidades para a participação social.

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Parceiros

  • Instituto Arapyau

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