Fundação Abrinq, Rede Estratégia ODS e FGVces lançam a publicação 'Um retrato da infância e adolescência no Brasil'

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Fundação Abrinq, Rede Estratégia ODS e FGVces lançam a publicação 'Um retrato da infância e adolescência no Brasil'

21.06.2022

No sentido de atuar para que os direitos das crianças e adolescentes sejam cumpridos, provocar reflexões sobre a importância de qualificar as políticas públicas voltadas a esse público e ainda estabelecer um diálogo com o governo federal, a Fundação Abrinq, a Rede Estratégia ODS e Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) lançaram a publicação Um retrato da infância e adolescência no Brasil.

Disponível gratuitamente para download (clique aqui), o estudo está organizado em dez capítulos, tendo como referência as metas nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados diretamente à infância e adolescência.

Cada capítulo descreve sucintamente a situação do ODS em questão e, na sequência, traz análises aprofundadas a respeito de uma série de dados referentes ao período de 2016 a 2020.

As análises foram feitas por uma equipe de pesquisadores e pesquisadoras do FGVces a partir de um relatório-base construído pela Fundação Abrinq. Os dados desse relatório foram combinados com outras fontes de informação e, claro, com própria bagagem de conhecimento e experiência dos/as profissionais envolvidos/as, conta Gabriela Alem, pesquisadora do FGVces e uma das integrantes do grupo, também composto por: Ana Fornaziero, Elize Massard, Vinícius Galante, Beatriz Portela, Lara Simielli, Fernando Burgos, Beatriz Moraes, Mariana Nicoletti e Fernanda Carreira.

Os capítulos se encerram com uma seção de apontamentos sobre as lacunas existentes para o avanço das metas do ODS com foco em infância e adolescência. "Esta seção pode ser particularmente interessante para gerar diálogo e comprometimento dos presidenciáveis", aponta Alem.

ESG e Agenda 2030

Na data de lançamento da publicação, Gabriela Alem chamou a atenção para o fato de que o compromisso assumido pelo Brasil frente à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 'conversa' com a agenda ESG (ambiental, social e governança, em português) das empresas. "Porém, não se trata da mesma coisa. A Agenda 2030 é mais ambiciosa e bem mais ampla, e deveríamos entendê-la como uma visão de futuro. É o caminho que a gente quer seguir, e, nesse contexto, o ESG fará sua contribuição", pontuou a pesquisadora.

"É importante ter isso claro porque estamos falando de desigualdades históricas, de erradicação da pobreza, que é um dos grandes pontos que a agenda traz como compromisso. O Brasil, contudo, está muito distante dessa meta, pois desde 2016 não temos avanços em relação a pessoas em situação de pobreza. Sendo assim, o nosso compromisso mesmo deve ser com a Agenda 2030", ressaltou.

A pesquisadora destacou ainda o papel que a Academia pode desempenhar para favorecer o cumprimento da Agenda 2030. Esse papel inclui monitorar e analisar dados oficiais disponíveis e, quando estes são insuficientes ou até inexistentes, atuar para que novos bancos de dados sejam criados e consultados. “Sem transparência e boa qualidade de dados, se torna inviável implementar, acompanhar e aprimorar as políticas públicas”, afirma.

Clique aqui para fazer o download da publicação.  

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