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Articuladora de Negócios de Impacto na Periferia

 

Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia abre

inscrições para novo programa de apoio a empreendedores

 

ü  Iniciativa da A Banca, Artemisia e FGVcenn, a “Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia” anuncia um reposicionamento estratégico e passa atuar em novas frentes para aprofundar o apoio na jornada empreendedora dos que atuam com impacto nas periferias. Uma das novidades é o Lab NIP, programa de aceleração de curto prazo – que conta com metodologia exclusiva Artemisia – e irá apoiar até 30 negócios, ao longo de cinco semanas, com potencial de impacto. As inscrições estão abertas para empreendedores que moram e atuam nas periferias da Grande São Paulo. As inscrições podem ser feitas até 16 de março pelo site https://impactosocial.artemisia.org.br/lab-nip

 

Nas periferias brasileiras emerge um novo pensamento sobre negócios de impacto. Nesse contexto, uma geração de empreendedores tem surgido e se apresentado como potência de inovação, impacto e superação. Para apoiar e potencializar esse empreendedorismo transformador, A Banca, a Artemisia e o FGVcenn se uniram, em 2018, para criar a Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), iniciativa pioneira no tema. Em 2020, as organizações anunciam um reposicionamento estratégico, passando a atuar como Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP). Mais do que uma mudança de nomenclatura, a antiga aceleradora amplia o escopo de trabalho para implementar uma estratégia integrada de apoio à jornada empreendedora dentro das periferias. Serão quatro grandes frentes de atuação: mobilização e inspiração; novos modelos financeiros; geração de conhecimento; e formação de empreendedores. A Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia conta com o apoio da Fundação ARYMAX, Fundação Tide Setubal, Fundação Via Varejo, Instituto Humanize e AZ Quest.

 

Como sétimo país mais desigual do mundo, de acordo com Pnud, o Brasil mantém uma forte concentração de renda: 1% dos brasileiros ganha o equivalente ao restante da população. Nas periferias, que concentram grandes massas populacionais, os problemas sociais têm um alto grau de complexidade; em contrapartida, são polos de inovação social, onde empreendedores-cidadãos criam soluções inspirados tanto pela necessidade, quanto pela oportunidade. Nesse cenário, atuando como articuladora, a ANIP tem a intenção de compreender, articular e mobilizar atores estratégicos para a consolidação do ecossistema de negócios de impacto nas periferias.

 

Uma das novidades – dentro do pilar Formação de Empreendedores – é o Lab NIP: Negócios de Impacto da Periferia. O programa de aceleração de curto prazo, que conta com metodologia exclusiva Artemisia, irá selecionar até 30 negócios com potencial de impacto social ou ambiental que atuam nas periferias da Grande São Paulo para serem fortalecidos em uma jornada de cinco semanas. Ao final do programa, os negócios que se destacarem poderão receber até R$ 15 mil de capital semente e apoio personalizado. As inscrições estão abertas até 16 de março e podem ser feitas pelo site https://impactosocial.artemisia.org.br/lab-nip.

 

Segundo DJ Bola, presidente-fundador da A Banca e um dos idealizadores da Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia, o objetivo é ter um efeito mais profundo, respeitando as peculiaridades das periferias e ampliando a atuação do programa, passando a cobrir toda Grande São Paulo. “A ANIP, a partir de agora, não será somente um programa de aceleração, mas uma articuladora para destravar obstáculos e criar condições reais para o fortalecimento de quem está empreendendo para gerar impacto positivo dentro das periferias”, detalha. O empreendedor social acrescenta que a proposta é ser um movimento que converse diretamente com quem está na ponta criando negócios nas periferias para as periferias, quebrando barreiras sociais e criando pontes para um caminho de trocas com outras partes da cidade. “Acreditamos que há mais soluções do que problemas nas periferias, por isso, é preciso fomentar os negócios de impacto das quebradas com esse olhar”, ressalta.

 

Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, destaca que a mudança de posicionamento é resultado do entendimento de que ainda é preciso desenvolver as bases de um ecossistema de negócio de impacto nas periferias por meio de estratégias que não estejam associadas a uma única ação isolada. “A proposta é envolver, na atuação da ANIP, dimensões ancoradas na inspiração de novos empreendedores e empreendedoras nas periferias e no fortalecimento de quem já está atuando, dando suporte às reais necessidades desse público. É preciso apoiá-lo, por exemplo, no fortalecimento do capital humano e social, dar suporte financeiro, acesso a ferramentas e conhecimentos do universo de empreendedorismo de impacto. Tudo para criar pontes dentro e fora das periferias”, afirma a executiva.

 

Edgard Barki, coordenador do FGVcenn, ressalta que este movimento tem o objetivo de aprofundar o olhar para a periferia e aumentar o protagonismo local. “Queremos identificar e apoiar as inovações sociais que emergem das periferias e podem contribuir com um olhar mais inclusivo para os negócios”, afirma, reforçando que é preciso ampliar a rede de apoio aos negócios para fortalecer essas inovações. 

 

LAB NIP

Estão credenciados a participar do processo de seleção do Lab NIP empreendedores das periferias da Grande São Paulo com negócios que tenham potencial de impacto social. Com encontros presenciais e online, o programa trará conteúdos e conexões com especialistas e outros empreendedores. O objetivo é fortalecer quem está criando negócios inovadores nas periferias para que possam avançar mais rapidamente. O programa é gratuito e conta com a metodologia de aceleração de curto prazo desenvolvida pela Artemisia – organização pioneira no apoio a negócios de impacto social no Brasil. Serão selecionados até 30 negócios de impacto; desses, os que tiverem maior engajamento e desempenho ao longo do processo poderão receber um capital semente de até R$ 15 mil, além do apoio individualizado de seis meses conduzido pela escola de negócios Empreende Aí.

 

Entre os critérios de seleção, empreendedores que estejam em busca de apoio para desenvolver o negócio e ampliar o impacto de sua solução. É preciso já ter um produto ou serviço desenvolvido; ou seja, só a ideia não conta. Toda metodologia do Lab NIP foi planejada para apoiar quem já está nessa jornada empreendedora e tem intenção de gerar transformações positivas.

 

As inscrições podem ser feitas até 16 de março de 2020 pelo site https://impactosocial.artemisia.org.br/lab-nip e os selecionados serão comunicados até 9 de abril. O programa será conduzido de 29 de abril a 5 de junho (com quatro encontros presenciais); o apoio individual concedido aos destaques acontece de julho a dezembro.

 

 

 

 

 

 

A BANCA | A Banca nasceu como um movimento juvenil no final da década de 1990 quando o Jardim Ângela era o lugar mais violento do mundo. Em 2007, passou pelo processo de aceleração da Artemisia; em 2008, estruturou-se juridicamente, tornando-se uma associação. Desde o início de suas atividades, A Banca já realizou mais de 130 eventos gratuitos em espaços públicos da cidade de São Paulo, nos quais se apresentaram 120 grupos musicais, beneficiando diretamente 45mil pessoas. Atuou com mais de 25 escolas públicas e privadas, oferecendo intervenções educacionais através da cultura Hip Hop e da Educação Popular. Foi a pioneira em fazer conexões de impacto, em busca de romper as barreiras invisíveis culturais, sociais e econômicas com pessoas de diferentes realidades na cidade de São Paulo.

 

FGVcenn | O Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn) foi criado em junho de 2004 com a missão de ser um gerador de conhecimento em empreendedorismo no Brasil, construindo uma cultura empreendedora na Fundação Getulio Vargas e contribuindo para impulsionar o ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Para isso, o Centro reúne pesquisadores de formações diversas para estudar e propagar conhecimento sobre empreendedorismo de forma multidisciplinar, independente e de acesso público. O FGVcenn é reconhecido como um centro de excelência sobre empreendedorismo e realiza uma série de eventos, workshops, congressos e pesquisas, a maioria deles oferecida gratuitamente a um público interno e externo à FGV.

 

ARTEMISIA | A Artemisia é uma organização sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A organização apoia negócios voltados à população em situação de vulnerabilidade econômica, que criam soluções para problemas socioambientais e provocam impacto social positivo por meio de sua atividade principal. A missão da organização é identificar e potencializar empreendedores(as) e negócios de impacto social que sejam referência na construção de um Brasil mais ético e justo. A organização já apoiou mais de 500 iniciativas de todo o Brasil em seus diferentes programas, tendo acelerado intensamente mais de 180 negócios de impacto social. Fundada em 2005 pela Potencia Ventures, possui atuação nacional e escritório em São Paulo. www.artemisia.org.br

 

 

 

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Assessoria de imprensa da Artemisia

Betânia Lins betania.lins@gmail.com

Celular: (11) 9 7338-3879

 

 

 

 

 

História vencedora

 O programa de aceleração de negócios da Banca já capacitou uma dezena de  empresas da periferia, que têm em comum o foco no impacto social. 

 O trabalho começou em 2018, quando a Anip ofereceu dois programas de aceleração, que tiveram 133 projetos inscritos de jovens empreendedores do Capão Redondo, Capela do Socorro, M'Boi Mirim e Campo Limpo. Dez negócios foram selecionados e “acelerados”. A iniciativa continua em outros projetos para o êxito de novos negócios.

Conheça uma das startups “aceleradas” pela Anip

 A Jovens Hackers é uma escola de programação e robótica atuante nos bairros mais carentes da zona Sul de São Paulo. 

 A Anip estruturou a Jovens Hackers e deu orientações para manter o trabalho social da startup. Ela passou a oferecer oficinas de programação e robótica pelo Brasil e a cobrar dos alunos mensalidades em valor relativamente acessível para facilitar o ingresso dos estudantes nas oficinas e, ao mesmo tempo, viabilizar investimentos no negócio e a manutenção dele a fim de que o trabalho social perdure por gerações.

 

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