Empreendedores FGV

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Diego Borin Reeberg e Luis Otávio Ribeiro – AE 2012

Diego Borin Reeberg e Luis Otávio Ribeiro idealizaram o site Catarse (catarse.me), uma plataforma de crowdfunding, em que o objetivo é financiar projetos de arte e cultura de maneira colaborativa e derrubar as portas enrijecidas de burocracia encontradas nos editais brasileiros.

Pelo Catarse, são até 60 dias para obter o apoio financeiro desejado, ou o dinheiro é devolvido para quem apoia o projeto.

Quais são os tipos de projetos aceitos no Catarse?

Diego: Quando a gente fala em tipos de projetos, a gente pega as cinco principais áreas, que são: parte cultural, jornalismo, empreendedorismo, projeto social e projeto de educação política. Na verdade, todos eles são, de alguma forma, culturais.

Luis: Todos eles são, de alguma forma, sociais, onde o benefício é coletivo e não próprio. Já recebi pedidos: “quero comprar um Mac”; tá, mas e aí?

Vocês trabalham com a prática do tudo ou nada: se o projeto não consegue o valor pretendido no tempo estipulado, vocês devolvem o dinheiro. É simples esse processo de devolução?

Diego: Não é difícil, não. Quando a pessoa faz a transação, o dinheiro cai em uma conta nossa no Meio de Pagamento, que é uma empresa que faz a análise de crédito e a intermediação financeira para captar essa grana. O Meio de Pagamento tem contas virtuais, e aí, quando o dinheiro cai, vai para a nossa conta nesse local, e ali é muito fácil eu devolver o dinheiro.

E os valores de apoio, chegam a ser quais?

Diego: A gente trabalha com o mínimo de R$ 10,00, mas já teve apoio de R$ 10.000,00. Respondo como presidente e me revezo entre elas. Meu trabalho é dar orientação estratégica.

Vocês estimulam no site uma “catarse coletiva”; o que significa esse convite?

Diego: Segundo Aristóteles, a catarse é o processo de libertação por que a pessoa passa após ter acontecido algo trágico. Usamos no sentido de que antes o projeto não podia acontecer, seja pelas formas tradicionais muito burocráticas ou por qualquer outra coisa,mas agora a pessoa tem a possibilidade de fazer.

Qual a equipe do Catarse?

Diego: Tem nós dois aqui em São Paulo, três sócios no Rio, duas funcionárias no Rio, um programador em Florianópolis, um programador em BH e uma empresa que é sócia em Porto Alegre.

Vocês já chegaram a contribuir com algum projeto?

Luis: No começo, a gente dava muita ajuda, mas eu continuo escolhendo alguns. Com Belo Monte, por exemplo, eu contribuí. [O projeto de documentário Belo Monte: anúncio de uma guerra correu entre diversos grupos no Facebook e conseguiu arrecadar mais de R$ 140.000,00. Mais de 3.400 pessoas colaboraram].

Fonte: Revista GV executivo

Andrea Rozenberg e Raíssa Teles (AE 2012)

Fundada em agosto de 2011 pelas exgevenianas Andrea Rozenberg e Raíssa Teles, a The Hop é um marketplace de experiências culturais que surgiu depois que ambas identificaram uma oportunidade para empreender no meio cultural. O conceito utilizado pelo negócio já é algo maiscaracterístico dessa nova geração – baseado em projetos colaborativos (crowdsourcing) – e foi inspirado por um modelo de negócio que faz muito sucesso nos Estados Unidos.

Porém, ao chegar por aqui, esbarrou em questões tributárias. “É muito frustrante ver vários projetos com potencial ‘morrerem na praia’ por questões tributárias e burocráticas”, desabafa Andrea. E com razão. No mesmo ano em que as empreendedoras lançavam a The Hop, o Brasil era considerado “bicampeão” onde as empresas gastavam mais horas para cumprir as obrigações tributárias, segundo levantamento feito pelo Banco Mundial. Apesar dos obstáculos “legais”, Andrea acredita que os empreendedores encontram hoje estruturas de apoio mais avançadas que antigamente e têm sido progressivamente valorizados como motores importantes da economia. “Existem uma série de fatores que revolucionaram o mercado empreendedor. E isso tem levado muitas pessoas a se arriscarem no mundo dos negócios, ou seja, a competição vem apenas aumentando assim como a disputa pela atenção dos consumidores”, opina. E a solução para se destacar e ver sua empresa crescer nos próximos anos, então, é ela mesma quem diz: “Diferenciar-se”.

Fonte: GV Novos Negócios

Luan Gabellini e Felipe Cataldi (AE 2011)

Luan Gabellini e Felipe Cataldi são dois ex-colegas de classe do curso de administração de empresas, que podem resumir bem essa nova geração de empreendedores que querem ir logo para a prática. Fundaram a Betalabs - empresa prestadora de serviços relacionados à computação na nuvem (cloud computing) para o mercado corporativo - ainda enquanto conciliavam os estudos e seus respectivos estágios no mercado financeiro. “Desse modo, a Betalabs surgiu de um primeiro projeto de desenvolvimento de sistema para a agência B2”, explica Luan.

Dali em diante, outros projetos foram surgindo e o crescimento foi orgânico até o momento em que foi exigida a dedicação integral de ambos. Hoje, a Betalabs tem cerca de 50 clientes e 20 colaboradores. “Na nossa cabeça empresa tem que vender, ter cliente, dar lucro e estruturar seu crescimento através desses pilares. Não é apenas juntar dois ou três amigos, fazer um cartão de CEO e achar que tem um negócio quando, na verdade, tem apenas uma ideia”, argumenta Felipe.

 

Fonte: GV Novos Negócios

 

Erick Coser e José Augusto Aragão

 

Erick Coser e José Augusto Aragão se conheceram nas salas de aulas da FGV durante o curso de administração de empresas. Por causa dos interesses e ideais em comum, montaram seus primeiros projetos logo no primeiro ano da faculdade e foram finalistas de diversas competições de negócios com a concepção de uma rede social para universitários (que foi desativada posteriormente).

Depois dessa experiência, esperaram o momento ideal para lançar o primeiro empreendimento onde seriam sócios, também ao lado de Ricardo Kagawa.

Surgia assim a Cidade Viva, startup que quer transformar os hábitos das pessoas, educando-as sobre atitudes que geram um impacto positivo no planeta.

Nem mesmo a pouca idade e experiência profissional serviram como obstáculo para eles. Pelo contrário. Em sua opinião, o jovem empreendedor de apenas 21 anos acreditaque as grandes empresas já têm consciência da necessidade de inovar e manter-se atualizadas, ao mesmo tempo em que as startups vêm para suprir essa demanda,oferecendo produtos inovadores a um preço bastante competitivo. “A nossa pouca idade era algo que pensávamos que poderia nos prejudicar, mas, na verdade, tem sido um trunfo e um diferencial para a maioria dos parceiros, que tem demonstrado simpatia pela nossa iniciativa”, ressalta Erick.

Fonte: Revista GV Novos Negócios

Pedro Henrique Conrade - 6º semestre AE

No início deste ano, a desenvolvedora de empresas Startup House estava enfrentando dificuldades para contratar funcionários. A percepção era a de que os jovens saíam das universidades despreparados para atuar no mercado digital. Para resolver essa questão interna, a Startup House idealizou o programa Sthart, que selecionou 100 pessoas, ofereceu uma imersão de três semanas de aprendizado sobre negócios e depois as apresentou a empresas que buscavam contratar talentos.

A primeira edição do Sthart foi realizada em parceria com a Associação Paulista das Agências Digitais (APADi) e culminou com a contratação de 32 profissionais. “Outros ainda serão contratados, é uma questão de alinhar o perfil do candidato com o da empresa”, afirma Pedro Conrade, coordenador do programa.

Na outra ponta do Sthart estavam 42 empresas digitais, como o Apontador, o Scoop e a aceleradora Wayra. A Startup House reteve sete pessoas. Agora, os participantes que não foram para nenhuma empresa podem ser contratados por outras agências e startups. Os interessados devem enviar um e-mail para lets@sthart.com.br.

O Sthart recebeu cerca de 2 mil inscrições. Foram selecionadas pessoas para quatro áreas de atuação: marketing, design, programação e negócios. Todos os inscritos estavam cursando a universidade ou tinham até dois anos de formado.

A primeira turma teve São Paulo como foco, apesar de contar com participantes de outras cidades. Agora, a Startup House que levar o programa para outras cidades do país, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. “Só estamos estudando a melhor maneira de escalar o programa”, diz Conrade. “Queremos traçar um modelo presencial e à distância.”

Fonte: Revista PEGN